domingo, 7 de outubro de 2007

Peter Pan.

E Peter Pan, não quis crescer…
Esse foi o final da história, juro que pensei que no fim ele fosse ficar com a Wendy e entendesse que crescer não é tão ruim assim, e fiquei pensando que todos nós em algum momento já fomos um Peter, isso é até compreensível, pois crescer dói bastante e não sei se existe uma forma de amadurecimento que não seja seguido de dores na alma.
Mas viver na terra do nunca não é a forma mais segura de ficar livre disso, certo?
— Peter, moram meninas na terra do Nunca?
— Não, meninas são espertas e não se perdem do carrinho.

Peter Pan - O Filme.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Indignada*

Tava indo para a faculdade, quando sobe no ônibus um senhor totalmente alcoolizado, senta-se em um dos assentos tudo na maior calmaria… até que o cobrador com seu jeito "delicado" manda o pobre do homem descer do veículo, o senhor não respondeu e ficou na dele, como se nada tivesse acontecendo ( na verdade, acredito que pelo fato da embriaguez, nem se deu conta do que passava-se ao seu redor) foi então que o cobrador iniciou uma campanha juntamente com o motorista para retirá-lo de lá. Até que por fim pararam num ponto de ônibus onde avistaram um policial militar e o retiraram do veículo a brados de grosserias extremas.
Olha, fiquei extremamente indignada com isso, o cara aparentemente não oferecia risco nenhum, só estava embriagado, ser alcoólatra não é sinônimo de ser marginal. Minha vontade foi de levantar e defender aquele senhor que estava sendo humilhado perante a todos, mas não, sabe o que eu fiz? aumentei o som do meu mp4 até o últmo volume, afinal das contas, já tenho muitos problemas, pra quê ficar me preocupando com os dos outros. Não reconheço esse ser que se apossou do meu corpo, agora consigo enxergar esse monstro, que outra pessoa já o tinha avistado.
* o título do post, não só revela minha indignação com a sociedade impiedosa e preconceituosa em que vivêmos, como revela a minha total passividade com tudo isso.
Me sinto um lixo, preciso salvar e ser salva.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

No consultório…

Oi doutor.
— Mara Darlana, o que estás fazendo aqui novamente no meu consultório??? ( ai meu Deus! me chamou por meu completo, te prepara que lá vem bronca).
— Doutor, não me sinto bem tudo dói, cabeça, estômago e minha pressão baixou, podes me receitar aquela injeçãozinha milagrosa?
— Olha aqui mocinha, só esse ano é a terceira vez que vens se consultar comigo ( err… na verdade é a quarta, mas acho melhor não corrigí-lo) já estou começando a pensar que nutres algum interesse pessoal por mim ( não achei nenhuma graça na piada, talvez se não estivesse com a cabeça explodindo, meu estômago sendo socado e um frio insuportável tomando conta do meu corpo, me divertisse ouvindo isso, apesar dele não fazer o meu tipo, definitivamente não)
— Darlana, te conheço desde que tinha uns 8 anos (ahh não! lá vem ele com essa história de sempre, não dá pra pular essa parte, tô morrendo aqui óh) você tem que se cuidar se alimentar nos horários certos, tomar a medicação corretamente ainda és muita nova pra ficar brincando com a saúde, tomou aquelas vitaminas que te receitei?
— Bom, eu iniciei mas comecei a engordar e resolvi parar.
— Não acredito!!!
— Ma.. mas…
— Nada de mas mocinha, você tem que se preocupar com sua saúde e parar com essas dietas malucas, manias de vocês jovens sempre em busca de um corpo perfeito, minha filha se alguém tiver que gostar de você, vai ser do jeito que és, pode ser quadrada, redonda ou até triangular.
Seria inútil meus argumentos com ele sobre minha concepção do que é estar ou não estar bonita ou magra, ( e no mais, a dor não me permitiu isso) afinal penso que cada um sabe o que é melhor pra si, eu exagero em algumas coisas tenho mea culpa por tá sofrendo agora, pensando bem, mea não, total , mas também é complicado levar uma vida saudável na correria em que minha vida se tornou.
— Doutor, prometo ser mais responsável com isso ( só esqueci de falar um pequeno detalhe importante, eu não sou boa com "promessas" ), mas precisava da injeção.
— Certo, espero que leves isso a sério.
Conclusão: tomei a bendita injeção, o que me fez ficar em pé, ao menos isso, e tô me sentindo uma hipocondríaca de tanto medicamento receitado.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Semelhanças…

" Imediatamente fui atraída por Nietzsche. Não é um homem fisicamente imponente: altura média, com uma voz gentil e olhos que não piscam e que olham para dentro e não para fora, como se estivesse protegendo algum tesouro interior…"

Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalon, pg. 33.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Sair de casa é:

Ligar desesperadamente pra mãe na manhã seguinte, só pra perguntar:
Manhêêê, como faço café na cafeteira?

Não que eu seja uma imprestável na cozinha, mas café na cafeteira, eu não sei tá!
Sim, tô experimentando uma nova rotina, sair da segurança do meu mundo, só que não foi por amor, como diria Renato Russo, ainda estou em fase de adaptação, de vez em quando bate uma saudade do meu quarto, minha família, meu mundo, mas tenho um propósito e nada ou ninguém vai me fazer desistir dele.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Pesadelos.

Essa mudança brusca de humor, ainda me mata…
Tá eu assumo, sou carente, talvez seja pelo fato de não ter tido um pai, ele nunca se importou com a gente, ou se isso aconteceu nunca fez questão de demonstrar seu amor, e isso vez ou outra reflete na minha vida, é como se fosse um fantasma a me assombrar algumas noites. Lembrei de quando era criança e tinha pesadelos, no meu sonho mamãe abandonava a mim e meus irmãos, e enquanto corria atrás dela chorava muito e gritava: mãe não me abandona, mas ela não respondia ia embora e não voltava mais. voltei a ter este sonho , não entendo o porquê ainda sinto medo, não sou mais uma criança e agora quem tá saindo de casa sou eu, meus pesadelos ficaram no passado, porque não assimilo isso?
Espero muito das pessoas, isso é uma grande verdade, por isso sempre me machuco, tenho raiva de mim por ser assim, mas não consigo viver sem comprometimento, gosto de demonstrar o quanto são especiais, mas todos estão tão envoltos em seus mundos particulares que não abrem espaço para os outros, preciso me desprender de tudo quanto é ruim, mas tá tudo aí tão perto, e o pior tá dentro de mim.
Hoje quero chorar todas as mágoas do mundo, quero me perder nos meus medos, e depois me encontrar e acabar aceitando que nem tudo é como julgamos ser o correto.

Darla Ribeiro, em seu momento de surto, amanhã isso passa, sempre passa.

domingo, 12 de agosto de 2007

Sobre o tempo.


" O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis ".
(Fernando Pessoa)
Nunca dei tanta importância ao tempo, e lembrei de algumas perguntas:
- Ei Darla, vocês já estão namorando a um tempão né, quanto tempo estão juntos?
- Pois acredita que o conheci há apenas alguns dias.
Então, intensidade e liberdade são as palavras do momento, estranho, você se libertar de amarras invisíveis, sim, coisas que somente você acreditou, que só você viveu, só você sentiu, e quando se dá conta disso fica triste, mas não se abate mais, porque acredita no livre arbítrio e apesar dos pesares, respeita isso.
P.S: A quem interessar possa, meu pedido é: Quero ser muito FELIZ, e serei, sabe por quê? batalho muito pra isso.