Tava indo para a faculdade, quando sobe no ônibus um senhor totalmente alcoolizado, senta-se em um dos assentos tudo na maior calmaria… até que o cobrador com seu jeito "delicado" manda o pobre do homem descer do veículo, o senhor não respondeu e ficou na dele, como se nada tivesse acontecendo ( na verdade, acredito que pelo fato da embriaguez, nem se deu conta do que passava-se ao seu redor) foi então que o cobrador iniciou uma campanha juntamente com o motorista para retirá-lo de lá. Até que por fim pararam num ponto de ônibus onde avistaram um policial militar e o retiraram do veículo a brados de grosserias extremas.
Olha, fiquei extremamente indignada com isso, o cara aparentemente não oferecia risco nenhum, só estava embriagado, ser alcoólatra não é sinônimo de ser marginal. Minha vontade foi de levantar e defender aquele senhor que estava sendo humilhado perante a todos, mas não, sabe o que eu fiz? aumentei o som do meu mp4 até o últmo volume, afinal das contas, já tenho muitos problemas, pra quê ficar me preocupando com os dos outros. Não reconheço esse ser que se apossou do meu corpo, agora consigo enxergar esse monstro, que outra pessoa já o tinha avistado.
* o título do post, não só revela minha indignação com a sociedade impiedosa e preconceituosa em que vivêmos, como revela a minha total passividade com tudo isso.
Me sinto um lixo, preciso salvar e ser salva.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
No consultório…
Oi doutor.
— Mara Darlana, o que estás fazendo aqui novamente no meu consultório??? ( ai meu Deus! me chamou por meu completo, te prepara que lá vem bronca).
— Doutor, não me sinto bem tudo dói, cabeça, estômago e minha pressão baixou, podes me receitar aquela injeçãozinha milagrosa?
— Olha aqui mocinha, só esse ano é a terceira vez que vens se consultar comigo ( err… na verdade é a quarta, mas acho melhor não corrigí-lo) já estou começando a pensar que nutres algum interesse pessoal por mim ( não achei nenhuma graça na piada, talvez se não estivesse com a cabeça explodindo, meu estômago sendo socado e um frio insuportável tomando conta do meu corpo, me divertisse ouvindo isso, apesar dele não fazer o meu tipo, definitivamente não)
— Darlana, te conheço desde que tinha uns 8 anos (ahh não! lá vem ele com essa história de sempre, não dá pra pular essa parte, tô morrendo aqui óh) você tem que se cuidar se alimentar nos horários certos, tomar a medicação corretamente ainda és muita nova pra ficar brincando com a saúde, tomou aquelas vitaminas que te receitei?
— Bom, eu iniciei mas comecei a engordar e resolvi parar.
— Não acredito!!!
— Ma.. mas…
— Nada de mas mocinha, você tem que se preocupar com sua saúde e parar com essas dietas malucas, manias de vocês jovens sempre em busca de um corpo perfeito, minha filha se alguém tiver que gostar de você, vai ser do jeito que és, pode ser quadrada, redonda ou até triangular.
Seria inútil meus argumentos com ele sobre minha concepção do que é estar ou não estar bonita ou magra, ( e no mais, a dor não me permitiu isso) afinal penso que cada um sabe o que é melhor pra si, eu exagero em algumas coisas tenho mea culpa por tá sofrendo agora, pensando bem, mea não, total , mas também é complicado levar uma vida saudável na correria em que minha vida se tornou.
— Doutor, prometo ser mais responsável com isso ( só esqueci de falar um pequeno detalhe importante, eu não sou boa com "promessas" ), mas precisava da injeção.
— Certo, espero que leves isso a sério.
Conclusão: tomei a bendita injeção, o que me fez ficar em pé, ao menos isso, e tô me sentindo uma hipocondríaca de tanto medicamento receitado.
— Mara Darlana, o que estás fazendo aqui novamente no meu consultório??? ( ai meu Deus! me chamou por meu completo, te prepara que lá vem bronca).
— Doutor, não me sinto bem tudo dói, cabeça, estômago e minha pressão baixou, podes me receitar aquela injeçãozinha milagrosa?
— Olha aqui mocinha, só esse ano é a terceira vez que vens se consultar comigo ( err… na verdade é a quarta, mas acho melhor não corrigí-lo) já estou começando a pensar que nutres algum interesse pessoal por mim ( não achei nenhuma graça na piada, talvez se não estivesse com a cabeça explodindo, meu estômago sendo socado e um frio insuportável tomando conta do meu corpo, me divertisse ouvindo isso, apesar dele não fazer o meu tipo, definitivamente não)
— Darlana, te conheço desde que tinha uns 8 anos (ahh não! lá vem ele com essa história de sempre, não dá pra pular essa parte, tô morrendo aqui óh) você tem que se cuidar se alimentar nos horários certos, tomar a medicação corretamente ainda és muita nova pra ficar brincando com a saúde, tomou aquelas vitaminas que te receitei?
— Bom, eu iniciei mas comecei a engordar e resolvi parar.
— Não acredito!!!
— Ma.. mas…
— Nada de mas mocinha, você tem que se preocupar com sua saúde e parar com essas dietas malucas, manias de vocês jovens sempre em busca de um corpo perfeito, minha filha se alguém tiver que gostar de você, vai ser do jeito que és, pode ser quadrada, redonda ou até triangular.
Seria inútil meus argumentos com ele sobre minha concepção do que é estar ou não estar bonita ou magra, ( e no mais, a dor não me permitiu isso) afinal penso que cada um sabe o que é melhor pra si, eu exagero em algumas coisas tenho mea culpa por tá sofrendo agora, pensando bem, mea não, total , mas também é complicado levar uma vida saudável na correria em que minha vida se tornou.
— Doutor, prometo ser mais responsável com isso ( só esqueci de falar um pequeno detalhe importante, eu não sou boa com "promessas" ), mas precisava da injeção.
— Certo, espero que leves isso a sério.
Conclusão: tomei a bendita injeção, o que me fez ficar em pé, ao menos isso, e tô me sentindo uma hipocondríaca de tanto medicamento receitado.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Semelhanças…
" Imediatamente fui atraída por Nietzsche. Não é um homem fisicamente imponente: altura média, com uma voz gentil e olhos que não piscam e que olham para dentro e não para fora, como se estivesse protegendo algum tesouro interior…"
Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalon, pg. 33.
Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalon, pg. 33.
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